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OPINIÃO/CRUZEIRO: VAMOS LÁ POR PARTES – VIVER E MORRER E A MINHA ALEGRE CASINHA

Escrito por em Maio 30, 2018

VAMOS LÁ POR PARTES…..

Viver e Morrer

Está, no momento em que escrevo estas linhas, como ponto central da vida política portuguesa, o tema da eutanásia, tendo o parlamento acabado de votar as propostas de lei das diversas forças políticas, não tendo nenhuma obtido a sua aprovação.

Contrariamente ao que afirma a líder do Bloco, Catarina Martins, o debate não aconteceu na sociedade portuguesa, pois só agora, que o assunto foi votado, está novamente em discussão.

Confesso que pouco me interessa o que pensa a senhora, relativamente a este tema, assim como me é irrelevante o que pensa Cavaco Silva. Tenho sempre, em temas como este, a preocupação de saber o que pensam as pessoas e não as entidades.

Acabei por verificar que relativamente a esta questão, o ponto de vista do PCP é idêntico ao da Igreja católica, o que me surpreendeu. Mas, vamos por partes. Dois episódios, que ilustram bem, quanto esta mesma lei é de difícil decisão: a primeira para vos relatar o que aconteceu com um amigo: pai acamado num hospital ligado a uma máquina e o meu amigo é convocado para uma reunião, com o propósito de desligar a referida máquina, que fazia com que o pai se mantivesses vivo. Perante a recusa, por parte do meu amigo, de tal pretensão, o médico insurgiu-se não deixando de lhe chamar alguns nomes pouco abonatórios. Passadas 2 semanas o pai do meu amigo acordou do coma e mais uma semana estava em casa. A segunda para vos relatar o direito, na minha opinião, de quem sofre, em virtude de ser portado de uma doença terminal, poder ter um fim de vida digno, ser o próprio a decidir como pode morrer. Ninguém é “dono” da nossa vida! Como tal e podendo inclusivamente não concordar com a sua implementação, julgo que a lei deve existir. Tenho nesta matéria a mesma abordagem que em tanto outros assuntos: existindo a lei, cada um decide como deve proceder, e sempre é melhor essa mesma lei existir do que pedir para ir morrer à Suíça.

A minha alegre casinha………

Em Espanha, como por cá, sobram exemplos do velho ditado “faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço………..”

Pablo Iglésias e a respectiva mulher acabam de adquirir um chalé no valor de 615 mil euros. Tratando-se da “tal esquerda caviar”, não vejo que este episódio pudesse ser motivo de polémica. O problema foi que o agora proprietário de tal moradia, em tempos tinha criticado as elites, mais concretamente o então ministro das Finanças, Luis de Guindos por este ter adquirido uma vivenda de 600 mil euros…..

Confrontados com o escândalo, em vez de se demitirem, passaram o ónus para os militantes do Podemos, exigindo um referendo sobre a sua conduta, como se a lisura de processos e a espinha dorsal se pudessem referendar!

José Barão das Neves

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