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OPINIÃO/CRUZEIRO: SEREMOS TODOS ODIVELAS?!

Written by on Janeiro 30, 2018

Seremos todos Odivelas?!

Sem dúvida que pensar Odivelas é urgente. Mas ainda mais necessário é agir, numa lógica de eliminação das desigualdades territoriais e privilegiando uma perspetiva integrada na disponibilização de bens e equipamentos públicos.

Esse processo de reflexão acerca do que pode fazer-se e das metas a atingir é um caminho que tem de ser trilhado de forma aberta e participada. Esse processo de discussão tem de ser uma prática comum, trazendo as pessoas que vivem e trabalham no concelho para «dentro» dos processos de tomada de decisão, sem que as e os titulares dos poderes públicos deixem de assumir as suas próprias responsabilidades.

Evidentemente que intervir no território é uma ação permanente e necessária. No entanto, exige-se do poder autárquico menos publicidade e propaganda ideológica. Em vez do mediatismo, Odivelas precisa de ação e de atenção igual para todo o concelho.

É impossível não reparar nas diferentes formas de tratamento dos diferentes espaços e freguesias. O Voltas aumenta em certos pontos de passagem, depois de há uns anos ter sido retirado da Vertente Sul, por exemplo. Contudo, o serviço do Voltas, também financiado pelo município, é prestado pela Rodoviária de Lisboa, que é o operador de transporte coletivo que tem deixado degradar a oferta no concelho.

Nos jardins e equipamentos desportivos a diferenciação espacial é bem visível. Na zona das Colinas do Cruzeiro existem espaços lúdicos inaugurados à pressa e que agora estão fechados, postos de lado, fazendo parte apenas do postal ilustrado da «área nobre do concelho. Ainda assim, nessa zona privilegiada pela Câmara Municipal há já caminhos recentes a abrir rachas, papeleiras destruídas, muito lixo e dejetos caninos por todo o lado.

Equipamentos recentemente construídos para caírem no esquecimento, em seguida. Enquanto que na mesma freguesia vemos os que estão vetados ao abandono vários espaços e equipamentos públicos. Alguns desses lugares aguardam a efetivação de protocolos há muito propagandeados. Na Codivel, por exemplo, o Polidesportivo Honório Francisco (antigo ringue da Codivel) está completamente ao abandono, à espera de melhores dias e de que o executivo municipal desvie o olhar das Colinas do Cruzeiro.

Muitos outros casos de polidesportivos degradados e/ou fechados à população existem um pouco por todo o concelho. A opção dos poderes públicos tem sido esquecer este tipo de equipamentos, sem permitir que a população possa usufruir deles em segurança. Nada que espante, pois há uns anos, o atual líder da bancada do PS na Assembleia Municipal disse que a Câmara Municipal não tinha como função gerir esse tipo de equipamentos, referindo-se então aos campos de ténis do Pomarinho.

Afinal, seremos todos Odivelas?

Luís Miguel Santos