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OPINIÃO/CRUZEIRO: CRÓNICAS DE ESCÁRNIO E MAL DIZER

Escrito por em Dezembro 19, 2018

Crónicas de escárnio e mal dizer

Os principais géneros da poesia galego-portuguesa profana são a cantiga de amor (canto em voz masculina), a cantiga de amigo (canto em voz feminina) e a cantiga de escárnio e maldizer .

Antiga forma de escrita e de musicalidade, em que se dizia, sem rodeios, (mal dizer) objetivamente, nomeando, sem medos,o “alvo”.

Utilizando palavras que querem dizer claramente aquilo que significam. Aqui, a pessoa satirizada é nomeada. As palavras ferem diretamente, sem rodeios.

As outras, as de escárnio, satirizam, utilizando palavras dúbias, com duplo sentido, não permitindo um entendimento claro.

A ironia, predomina.

Isto, aprende-se na escola.

Aqui, infelizmente, apenas e por enquanto, tenho mal dizer e pouco a apontar, que seja de facto bom.

Mas, queria, inverter esta situação…

Não nos podemos contentar, com os milhões que são investidos por todo o lado.

Com promessas que demoram anos a serem uma realidade.

Nota-se melhorias no sistema escolar,na rede, no acesso.

Obras que valorização nos equipamentos, que vão para além da simples limpeza e pintura de fachadas.

Mas ainda assim, não podemos permitir ter alunos em contentores.

Continuar a não  poder estarmos descansados, com a qualidade das refeições.

Ou com a falta de condições em algumas salas, onde chove e faz frio, como na rua.

Quando se apontam as faltas, nas condições das escolas, surgem logo os arautos, do investimento que foi feito e de como a situação está a ser resolvida.

Mas o certo, é que situações, como as que se passam em algumas escolas, já identificadas em outras ocasiões, continuam a persistir…

Em certos estabelecimentos existem problemas estruturais há muito identificados.

Os pisos exteriores são irregulares, com  fendas visíveis em várias zonas e as infiltrações sucedem-se.

Sem água quente e no refeitório nem sequer máquina de lavar louça existe, pelo que as refeições diárias são servidas com recurso a materiais descartáveis de plástico.

Ou melhor, apesar  de a máquina de lavar estar disponível, por falta de adaptação das instalações, as crianças que são educadas para terem comportamentos ambientalmente responsáveis contribuem para a produção de cerca de 300 pratos, copos e talheres de plástico por semana;

Noutro estabelecimento, apenas a água quente circula por toda a canalização, incluindo pelas descargas das casas de banho, sempre que o aquecimento está ligado.

Noutra, apesar de ter visto parte significativa da cobertura substituída, ainda existe fibrocimento nalgumas partes dessa instalação.

Nos espaços exteriores a área coberta é insuficiente, a irregularidade do piso é evidente e não existe possibilidade de acesso por viaturas de emergência.

Para não referir uma série de problemas com humidade nas salas de aulas.

Ou como no caso da escola da Quinta da Dálias, em que foram feitas obras, mas continuam com certas instalações em estado lastimável. E sem a horta pedagógica…

Esperemos que o investimento que se espera concluído para o próximo ano, traga algum alívio para as crianças que crescem e estudam em Odivelas.

Falo da nova escola básica de Odivelas e as tão esperadas novas seis salas para o primeiro ciclo em Caneças.

Odivelas,não pode contar apenas com as valências humanas, espalhadas por esses estabelecimentos de ensino, mas tem que começar a dar condições físicas para que mais e melhores condições sejam dadas aos futuros cidadãos cidadãs deste concelho…

PS – Nem todos os heróis usam capa…Descansem em paz

Rui Santos

 

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