Cruzeiro

De Odivelas para o Mundo

Faixa Atual

Título

Artista

Atual

Cruzeiro da Noite

02:00 08:00

Atual

Cruzeiro da Noite

02:00 08:00


Ativistas acusam a REN de bloquear a transição energética

Escrito por em Junho 23, 2022

Activistas do Climáximo e do Scientist Rebellion concentraram-se na sede da REN em Lisboa

Lisboa 23 Junho 2022 – No âmbito da campanha Gás é Andar para Atrás, activistas pela justiça climática concentraram-se hoje à tarde na entrada da sede da REN – Redes Energéticas Nacionais, em Lisboa, num protesto performativo onde, ao ritmo da canção Bella Ciao, denunciaram os planos de expansão fóssil da REN.

Os manifestantes usaram mascarás de gás e seguraram faixas onde se podia ler “Gás fóssil bloqueia transição”. Atualmente, a REN apresenta planos para a expansão do Terminal de Gás Liquefeito (GNL) em Sines e a construção de novos gasodutos em Portugal. As ativistas alertam que é preciso 10% de corte nas emissões todos os anos e que os planos da REN avançam no sentido contrário. Alertam ainda que o que está a acontecer é uma expansão energética e não uma transição.

Mariana Rodrigues, uma das pessoas que participou nesta ação, afirma que «estamos a ficar reféns de negócios caros e de longo prazo que nos aprisionam a infraestruturas de combustíveis fósseis».

Continuar a importar gás fóssil é na opinião dos organizadores «um crime contra a humanidade» e defendem que «o corte do gás proveniente da Rússia deveria acelerar a transição para 100% energias renováveis».

Para o movimento a capacidade actual de importação, distribuição e tratamento de gás na Europa é superior à necessária e que, cerca de metade dos locais de extração de combustíveis fósseis existentes precisam de ser encerrados antecipadamente para que o aquecimento global seja limitado a 1,5º C.

A campanha Gás é Andar para Trás exige o cancelamento de todos os projetos de novas infraestruturas de gás, incluindo projetos de expansão do Terminal de GNL em Sines e construção de novos gasodutos.

Exige igualmente a substituição progressiva do gás fóssil em todos os sectores por fontes renováveis de energia, que se encontrem o mais próximas possível dos locais de consumo, de forma a reduzir os custos energéticos e garantir novos postos de trabalho dignos em todo o país.

As ativistas convocam um  acampamento de ação, Acampamento 1.5, a ter lugar entre dias 6 e 10 de Julho, em Melides, Grândola, onde o público geral e vários coletivos vão discutir uma verdadeira transição justa e rápida e organizar ações a tomar.


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *